XPTO...

...pois é por falar em bons musicos... Pronto eu gosto destes!!! Os "castelos" que monto e desmonto à vossa pala!! É só viagens, só viagens... Obrigada por existirem...

Força Estranha...


Eu vi o menino correndo eu vi o tempo

Brincando ao redor do caminho daquele menino

Eu pus os meus pés no riacho

E acho que nunca os tirei

O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei

Eu vi a mulher preparando outra pessoa

O tempo parou pr'eu olhar para aquela barriga


A vida é amiga da arte

É a parte que o sol me ensinou

O sol que atravessa essa estrada que nunca passou

Por isso uma força me leva a cantar

Por isso essa força estranha

Por isso é que eu canto não posso parar

Por isso essa voz tamanha


Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista

O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece

Aquele que conhece o jogo

Do fogo das coisas que são

É o sol, é a estradaÉ o tempo, é o pé

E é o chão

Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos

Estive no fundo de cada vontade encoberta

E a coisa mais certa de todas as coisas

Não vale um caminho sob o sol

E o sol sobre a estrada

É o sol sobre a estrada

É o sol


Caetano Veloso

E pés...




Adoro pés... são tão fotogénicos!!...bem alguns, outros
continuam sapudos!!

Só de pensar o que eles passam... já pensaram?

Ter de nos aguentar o dia todo? ás vezes apertados, naqueles "modelitos" das madames...

Outros nem apanham um arzinho de vez enquando...

Como é bom andar descalço... bem eu reconheço, há sitios que não gosto nada!

De inverno, ali sempre geladinhos, molhados, sei lá...

São pisados, esfolados... que "vida" a deles!

Bem, acho que dá para ficar a pensar um pouquinho neles! Os nossos PÉS merecem alguma consideração...

Até...

Essa Miúda...



Essa Miúda
Essa miúda é uma fogueira

Que te acende as noites em qualquer lugar


E tu desejas arder com ela


Enquanto bebes o perfume


Que ela deita nos seus trapos de côr


Para te embriagar
Essa miúda é um exagero


Diz que sem ti não sabe voar

E tu adoras voar com ela


E enquanto inventas espaços novos


Ela vai arquitectando uma teia


Para te aconchegar
Essa miúda faz-te acreditar


Que o Sol é um presente


Que a aurora traz


Principalmente para ti
Essa miúda é uma feiticeira


Prende-te a mente e põe-se a falar


E tu bem tentas compreendê-la


Mas o que sai da sua boca


Não parece condizer com o que ela


Te diz com o olhar


Essa miúda faz-te acreditar


Que o Sol é um presente


Que a aurora traz

Principalmente para ti




Música de Jorge Palma

led on - stairway to heaven (vilar de mouros 2006)

Grande som!! Parabéns Zé Nabo (ontem!)

Mais uma vez viajei com a ajuda destes grandes musicos... bem e do "apertão"!! (piada particular!!)...

Fica aqui um cheirinho de Led On...

Led On - Stairway To Heaven

Coragem...


Aprendi a amar pela madrugada ...

Aprendi a amar pela madrugada
no frio denso, no frio denso
com os dentes fechados a morder o lenço
sem poder calcar a porta de entrada
aprendi a matar bem mais do que penso
aprendi a matar bem mais do que penso.
Aprendi a amar com as duas mãos
de amor intenso, de amor intenso
uma para a ferida outra para o penso
a molhar os dedos nos líquidos sãos aprendi a matar bem mais do que penso aprendi a matar bem mais do que penso. Aprendi a amar junto dos armários queimando incenso,
queimando incenso
repetindo mais palavras por extenso
aprendi a amar por motivos vários
aprendi a matar bem mais do que penso
aprendi a matar bem mais do que penso.
Aprendi a amar derramando vinho
no mar imenso,
no mar imenso
a ver se não perdia o que sei que não venço
deixando corpos caídos no caminho
aprendi a matar bem mais do que penso
aprendi a matar bem mais do que penso.
Mais Sérgio Godinho

A Vida É Feita de Pequenos Nadas...



(Segunda-feira trabalhei de olhos fechados na terça-feira acordei impaciente na quarta-feira vi os meus braços revoltados na quinta-feira lutei com a minha gente na sexta-feira soube que ia continuar no sábado fui à feira do lugar mais uma corrida, mais uma viagem fim-de-semana é para ganhar coragem)


Muito boa noite, senhoras e senhores

muito boa noite, meninos e meninas

muito boa noite, Manuéis e Joaquinas

enfim, boa noite, gente de todas as cores e feitios e medidas

e perdoem-me as pessoas que ficaram esquecidas

boa noite, amigos, companheiros, camaradas

a vida é feita de pequenos nadas

a vida é feita de pequenos nadas

Somos tantos a não ter quase nada

porque há uns poucos que têm quase tudo

mas nada vale protestar o melhor ainda é ser mudo

isto diz de um gabinete quem acha

que o casse-tête é a melhor das soluções

para resolver situações delicadas

a vida é feita de pequenos nadas

E o que é certo é que os que têm quase tudo

devem tudo aos que têm muito pouco

mas fechem bem esses ouvidos

que o melhor ainda é ser mouco isto diz paternalmente

quem acha que é ponto assente que isto nunca vai mudar

e que o melhor é começar a apanhar umas chapadas

a vida é feita de pequenos nadas


(Segunda-feira trabalhei de olhos fechados na terça-feira acordei impaciente na quarta-feira vi os meus braços revoltados na quinta-feira lutei com a minha gente na sexta-feira soube que ia continuar no sábado fui à feira do lugar mais uma corrida, mais uma viagem fim-de-semana é para ganhar coragem)


Muito boa noite, senhoras e senhores

muito boa noite, meninos e meninas

muito boa noite, Manuéis e Joaquinas

enfim, boa noite, gente de todas as cores e feitios e medidas

e perdoem-me as pessoas que ficaram esquecidas

boa noite, amigos, companheiros, camaradas

a vida é feita de pequenos nadas

a vida é feita de pequenos nadas

Ouvi dizer que quase tudo vale pouco

quem o diz não vale mesmo nada

porque não julguem que a gente vai ficar aqui especada

à espera que a solução seja servida em boião com um rótulo:

Veneno! é para tomar desde pequeno às colheradas

a vida é feita de pequenos nadas

boa noite, amigos, companheiros, camaradas

a vida é feita de pequenos nadas.


Sérgio Godinho

Canto da luz...


Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá
Se tem má pinta
Dá-lhe um apito
E põe-no a andar
De espada à cinta
Já crê que é rei
Dàquém e
Dàlém Mar
Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar
A gente ajuda
Havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira
Deitar abaixo
O que eu levantei
A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustem
Só nesta rusga
Não há lugar
Pr'ós filhos da mãe
Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar
Bem me diziam
Bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra
Quem trepa
No coqueiro
É o rei Zeca Afonso

Estou sem palavras...



Ausência


Eu deixarei que morra
em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada

Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Vinicius de Moraes

P.S.: Ao ler esta "passagem", lembrei-me de um amigo que amo cá do fundo...
De certo que ele sabe que estou a falar dele.
Traduz muito do que sinto por vezes, e as viagens por onde tenho de me perder para por aqui continuar... E sim ele é muitas vezes a minha luz!
Mas é bom ter luz na vida, poder ver caminhos...
xi e lá ia eu a começar... não hoje não me apetece.
Até...

O instante...





...onde tudo começa. Por não ser sempre no momento que mais apetece, por querer mudar, e para fugir...

Ontem...




Ah e de tudo faço "castelos". Xiii ontem fartei-me de "construir"... E que bom é viver nesses "castelos", sonhar lá bem do alto. E não caí, nunca!! Eles caem, ardem, desmontam-se.... mas eu não. Sigo para outro! E reconstruo, construo, monto e desmonto como sinto no momento.

Obrigada a uns " amigos" que ontem apimentaram o sonho, o "castelo"... Elevei-me por entre sons e enchi o ego, dormi tão bem!

Bem mas já aqui estou na realidade... ás vezes custa voltar a esta realidade... Daí tanto "castelo"!!!!

Já volto...

Intensamente...


Reagindo...

" Quero aprender.Quero ser excelente naquilo que me diz respeito. Quero dar algo especial ao mundo. Quero crer que há um motivo que dá sentido ao viver, um princípio que me ajude a atravessar os maus momentos e também os bons. Quero crer que no mundo há alguém tão solitário como eu. Quero crer que, vamos nos encontrar e nos amar e que nunca voltaremos a sentirmos solitários. "


" Um" - Richard Bach



“ - Ele ia sugar o meu sangue!- Que é o que fazemos a qualquer pessoa quando lhe dizemos que sofreremos se ela não viver à nossa maneira.(…)- O que te intriga - disse ele -, é verificar que um conceito geral se revela impossível. Esse conceito é prejudicar alguém. Nós próprios escolhemos sermos prejudicados ou não sermos prejudicados, independentemente de tudo o resto. Nós, é que decidimos. Mais ninguém. O meu vampiro disse-te que sofreria se tu não o deixasses sugar o teu sangue? Essa foi a sua decisão de sofrer, a sua opção. Aquilo que fazes perante isso é a tua decisão, a tua opção: dar-lhe sangue, ignorá-lo; amarrá-lo; trespassar-lhe o coração com um pão de azevinho. Se ele não quiser o pau de azevinho, é livre de resistir, da forma que quiser. E isto nunca mais acaba: opções, opções…(…)- Ouve - disse ele -, é importante. Somos livres. Livres. De fazer. O que quer. Que queiramos. Fazer."


" Ilusões" - Richard Bach

Apenas...


Triste...


Hoje estou triste, irritada, quase que zangada com a vida. Esta luta diária não faz sentido só por si... Mas então qual é o interesse? É só isto?

Recuso-me a aceitar a "vida" que socialmente me é atribuída!!

Quero mais, e vou fazer tudo por isso... mas por vez sinto-me tão cansada...

Adeus

O meu "Castelo"...





Reflexo...


E é no reflexo que se vê a verdade, ou não.
Nem tudo nos interessa, mas "ali" é facil de procurar o que realmente queremos ver...
Sem nos querermos enganar,
Simplesmente podemos escolher...
Ser ou não a realidade? Mas afinal o que realmente é a realidade?
Podemos constuí-la! E será a nossa verdade...
O nosso reflexo.

O Grito - Munch


Um dos meus quadros de eleição... Quase que o consigo ouvir. A dor que transmite, talvez caos, talvez a precária existência... Um pedido de ajuda?! O movimento, a cor. Cheio de emoções, sentimentos... E transpôr tudo isto numa tela.
_________________________________________
Já ouviram falar em Sinestesia?
A pessoa que tem sinestesia é chamada de sinesteta. Essa é uma condição neurológica em que um estímulo dos sentidos provoca uma percepção automática noutro sentido. Na sinestesia da audição, por exemplo, a percepção de um som pode provocar uma experiência visual num sinesteta. Sinestesia é uma condição neurológica que transforma a informação real transmitida por um sentido em percepção de outro sentido.
_________________________________________________
Não, não sou sinesteta!! Mas deixo-me perder pelo som e o movimento das cores, e tudo e que emanam...

Vai uma?...


Quase sem querer...

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo
E tão contente.
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira.
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber
Tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe

Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito:
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Renato Rocha